Religiões – “Agnosticidade”, Ateísmo, e um pouco de cada

ATENÇÃO: O texto que se segue é única e simplesmente da minha autoria e é baseado em acontecimentos que se passaram comigo, não é para seguir o meu pensamento ou ideologia mas se possível para reflectir. Então cá vai.

Como começar a falar sobre este assunto principalmente quando já se tem uma ideologia pré-definida? Vamos ver se consigo colocar as coisas em ordem e de forma que as pessoas entendam o meu ponto de vista.

Vamos começar por falar sobre a competição entre as religiões num modo geral e por experiência própria. Vou começar com um exemplo muito simples. Eu tenho uma amiga que é Ortodoxa (acho que é assim que se chama), e há uns meses atrás estivemos a debater sobre cultura religiosa e o que cada uma poderia ter para nos mostrar ou talvez ensinar. Enquanto eu falava de religiões ou crenças que experimentei, ela conseguiu “abafar” o assunto sempre mencionando – em algumas palavras – que a religião dela é que era a correcta, a mais certa, e não havia outra senão a dela. Isto é apenas um pequeno exemplo daquilo que se passa no geral. E porque?

O ser humano durante toda a sua existência sempre precisou de ter algo em que acreditar e, quer queiramos ou não, sempre houve uma competição e guerrinhas entre religiões em todo o mundo. E sempre irá haver.

Eu lembro-me perfeitamente quando tinha os meus 7 ou 8 anos, quase 10, havia uma família africana que era Testemunha de Jeová, e as crianças pertencentes a essa família, só começaram a dar-se e a brincar mais comigo quando eu comecei nessa idade a pertencer, ou neste caso, a estudar a bíblia deles (obrigado pela minha mãe), que na visão deles era a única religião correcta, o resto não prestava. Antes de começar a estudar com eles e ir ás chamadas congregações, não me ligavam puto, passavam por mim e pelos meus pais e ignoravam completamente, e na verdade éramos vizinhos, mas por causa disto não nos conhecíamos bem, não havia qualquer ligação possível, a menos que fossemos da mesma religião. Isto é outro exemplo.

Durante toda a minha vida, experimentei várias religiões, Católica, Testemunhas de Jeová, a IURD, Ortodoxa e experimentei o Budismo que foi talvez a crença que mais coisas me ensinou.

Nós vemos as noticias e sabemos que em certas partes do mundo existem guerras religiosas, pessoas morrem pela religião, existem atentados e dizem ter sido em nome de um Deus ou da religião deles, existem torturas físicas e psicológicas para que outras populações sejam obrigadas a seguir uma palavra que nem sequer vem nas bíblias, e assim, em pleno século 21, parece estarmos a caminhar para um abismo sem fim.

Conclusão: O que as pessoas na verdade deviam perceber, é que a religião deve ser uma coisa que nos deve ensinar algo de positivo, adquirir conhecimento de coisas que na verdade poderiam ter-se passado na historia, e embora as religiões sejam todas diferentes, deveria ser algo que de certa forma nos unisse e nos ajudasse na nossa vida e no dia-a-dia. Sempre houve conflitos, sempre houve coisas mais aceitáveis e boas no passado, mas não é aceitável de todo ir buscar coisas do passado e começar-se a chacinar-se pessoas no meio da rua. Devemos aprender a ser educados, saber educar os nossos filhos, dar bons exemplos até mesmo aos adultos (eu próprio faço isso), ajudar pessoas em dificuldades e era nisso e outras coisas que uma religião ou igrejas se deviam basear.

É engraçado como o ser humano está sempre á espera que seja um deus a mudar a vida deles, quando o próprio não é capaz de mexer uma palha para fazer algo em seu favor.

E o que é certo também, é que há tanta crença e religião, algumas pessoas rezão e seguem doutrinas, mas nem por causa disso o mundo e o ser humano tem vindo a melhorar. Continuam a haver guerras, conflitos, as pessoas sao cada vez menos compreensíveis e tolerantes, não há bom senso e até as redes sociais promovem a violência. Caminhamos de mal a pior de dia para dia.

Esta coisa de certas igrejas e religiões andarem em guerra umas contra as outras já devia ter passado de moda há muito tempo, e a competição, negocio, padres a comer criancinhas e etc é tao nojento que não admira que pessoas como eu acabem por ser agnósticos (pessoas que acreditam que existe um Deus, mas não tem religião certa ou nenhuma) ou ateus (pessoas que nao acreditam em Deus, crenças ou religiões). Eu não quero ser muito extenso nos meus textos, é apenas para que as pessoas tenham uma ideia do que quero dizer e como eu penso. É que quanto mais escrevo mais me baralho e depois sai bosta.

Para terminar, a alguns anos experimentei o Budismo – SGI (pesquisem se quiserem saber mais), e qual a diferença nesta crença ou como eu lhe costumo chamar: estilo de vida? Para um gajo agnóstico como eu, posso dizer que o Budismo é de longe o mais aceitável que encontrei, ensinam um pouco da historia e mostram o que podemos fazer ou não por nós e pelos outros. Não nos brigam ou proíbem de nada, continuas a fazer a tua vida normal, mas se calhar ves as coisas e lutas pelos teus objectivos de forma diferente. Não há cá musicas estranhas com coros por trás. Não existe um Deus mas sim uma figura que representa o Budismo, mas não tens de te ajoelhar e fazer vénias como se estivesses a servir um ser superior, porque na verdade esse ser és tu, e só tu tens a capacidade de mudar a tua vida ou atingir os teus objectivos sem nunca dependeres de ninguém, atenção a isto.

Como já disse á pouco, não quero tornar este artigo muito extenso, mas no futuro falo um pouco da minha experiência como parte do Budismo e o que me ajudou pelo menos naquela altura. Entretanto convém mencionar que eu não tenho conhecimento sobre tudo, não sou uma enciclopédia ou biblioteca e todos os textos escritos sao baseados no pouco que vejo e oiço, e dou a minha opinião vaga sobre determinados assuntos.

Até a próxima e comentem aqui em baixo.

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